domingo, 10 de julho de 2011

Receita de bolo de milho

Sua mãe deve fazer um gostoso,não?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Necessidade

Já me acostumei com alguns pedidos
Já me acostumei em dizer não
Basta!
Que se acostumem com descaso
Estou tão feliz em ser sacana

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Das necessidades de cada um



- Vovó, que dia o titio chega?
- Acho que quinta-feira. Por quê?
- Posso dormir aqui o dia que ele chegar, vovó?
- Pode, mas ele vai chegar de madrugada, você vai estar dormindo.
- Tem problema não.
- Quando ele chegar, o que você vai fazer?
- Ele vai chegar, vai colocar a mão no meu pescoço e fazer “cosquinha” bem de vagarzinho... ai eu vou encostar o rosto na mão dele, ele vai sorrir pra mim... e ai tudo vai ficar bem.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um poema emprestado

Para não deixar o blog muito tempo sem postagens, empresto hoje um poema de Pedro Casaldáliga. Bispo católico nascido na Espanha, adepto da Teologia da Libertação, parace ser sério, "humano"...decente!

Confissões de Latifúndio

Por onde passei,
plantei
a cerca farpada,
plantei a queimada.

Por onde passei,
plantei
a morte matada.

Por onde passei,
matei
a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada...

Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada.

Pedro Casaldáliga

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Não há métrica

A esperança vem prelúdio da derrota

na expectativa da vitória

que não se concretiza.

Cair de bruços, amargurado,

perdido...é rotina.

Perde-se o sorriso,

esvai-se as forças,

acha-se incapaz.

Pede um abraço,

procura o erro,

inventa um culpado.

Abraça a rotina

na desventura de tentar.

Mas tenta e sempre

espera:

a vitória que ainda não veio,

a comunhão entre êxtase e sorriso...

demorada.

Tenta porque é o que lhe resta.

Além da revolta e do resmungo há um “ser”

que não é, mas procura,

alem das lágrimas,

ser o que se propôs.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Galo Arley Severino (adaptado, quase um plágio)

Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo para produzir ovos.
Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na galeria e diz para o galeiro:
- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas minhas galinhas.
- Quantas galinhas tens? - responde o galeiro.
- 180 - diz o fazendeiro.
Então o galeiro puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem dos Rolling Stones no peito, e diz para o fazendeiro:
- Leva esse aqui, o Pedrão, ele não falha. O fazendeiro leva o galo e no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro.
O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda cai morto. O fazendeiro olha e diz:
- Aquele galeiro filho da puta, este galo comeu duas galinhas e capotou.
Então, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o galeiro e contou o que aconteceu. O galeiro se desculpou apresentando-lhe outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos negros e tênis da Nike. E diz para o fazendeiro:- Esse aqui é o Rodman. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.
O fazendeiro volta pra fazenda com o galo e repete a manobra: solta o bicho no galinheiro, o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça-a encostada na cerca, com a terceira ele faz um 69 e quando esta bombando a quarta, cai morto no meio do galinheiro.
O fazendeiro, emputecido, pega o galo e vai falar com o galeiro:
- Escuta aqui, ô filho de uma puta, é o segundo galo que tu me vendes e que não presta pra nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo em tudo aqui, sacou cara!!!
Então o galeiro mostra-lhe um galo miúdo, pelado, cabeçudo, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul clara com os dizeres "Maracanã 1950" e diz ao fazendeiro: - Olha, é só o que me resta. O nome dele é Arley Severino.
- Que merda vou fazer com este galo todo fudido...
Chegando à fazenda solta o Arley Severino no galinheiro. O galo arranca a camisa e sai enlouquecido comendo todas as 180 galinhas. Da uma respirada e come as 180 de novo. Sai correndo e enraba o pastor alemão, aí o fazendeiro pega ele, dá dois sopapos para acalmá-lo e tranca-o na gaiola.
- Porra, que fenômeno é este galo!!! pensa o fazendeiro.
As galinhas estavam enlouquecidas com o Arley Severino.
- Que o Arley Severino é isto... que o Arley Severino é aquilo... é uma loucura total, todas as galinhas estavam querendo mudar-se pra Ibiá - MG (terra natal de Arley Severino).
No dia seguinte solta o bicho de novo, o Arley Severino sai levantando poeira. Dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra pelo caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e vacas. O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.
- Que galo sacana, vai me cobrir a fazenda inteira!!!, diz o fazendeiro todo satisfeito.No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada.
- O Arley Severino fugiu!!!
Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas fumando e assobiando, lá fora o porco com o rabo para o sol, as duas vacas deitadas no chão com a perereca vermelha falando no Arley Severino, o cachorro com a bunda assada, e pensa:
- Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!
Então pega o cavalo e sai procurando o Arley Severino sem descanso, seguindo as pistas deixadas por ele (cabras suspirando, bodes passando hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curado de hemorróidas...) até que, de repente, à distância, vê o Arley Severino caído no chão. Uma cena aterradora!!! E os abutres voando em círculos, se babando de fome!
Quando viu os abutres sobrevoando, o fazendeiro entendeu a situação.
- Nãaaooooo, Arley Severinoooooo!!! Morreuuu o Arley Severinoooo!!!
Logo agora que tinha encontrado um galo de verdade!!!...
e no meio do lamento, cuidadosamente o Arley Severino abre um olho, olha para o fazendeiro, pisca e diz:
- Shhhhhhhhh!!! Fica quieto que eles estão quase descendo...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Há muito tempo não escrevo nada além da minha dissertação. É o "dever de casa" que tenho feito.
Cansado, minha vida tem se resumido em leitura, pesquisa e escrita.
Antes que chegue seis horas (ou sexta-feira, porque acho que já "passei" das seis) e para não deixar o blog desatualizado vou me emprestar um poema do Quintana. Um dos meus favoritos:

O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana